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Trabalho numa confeção em Vila Nova de Gaia e já temos dois colegas com a confirmação de COVID-19 e outros à espera de resultados. Não temos nenhum contacto da Direção-Geral da Saúde ou do Delegado de Saúde sobre o que deveremos fazer, nomeadamente, se teremos que ficar em quarentena, pois somos muitos e o pânico está a reinar. Os patrões não nos dizem nada, apenas que temos que esperar e continuar a trabalhar. Será que não deveríamos testar todas? Sei que temos de trabalhar, mas assim não nos conseguimos concentrar. Obrigada.

06 abr 2020

Enquanto a autoridade de saúde local (delegado de saúde) não vos contactar, devem avaliar se terão tido contacto com os doentes com diagnóstico por COVID-19. 
Um contacto com alto risco de exposição ocorre, quando há um contacto próximo sem proteção com uma pessoa com diagnóstico por COVID-19, ou com as suas secreções (tosse, expetoração, ou lenços de papel usados), ou que não foram prestados cuidados diretos sem proteção. Será também de alto risco caso tenha estado a menos de dois metros, e durante pelo menos 15 minutos, com essas pessoas em espaço aberto ou, em ambiente fechado, a uma distância de menos de dois metros ou durante pelo menos 15 minutos.

Caso seja esta a vossa situação, serão contactados pela Autoridade de Saúde da área onde residem as pessoas doentes por COVID-19. Até lá, a recomendação é manterem-se em isolamento num quarto durante 14 dias, reservando uma casa de banho só para si ou higienizando muito frequentemente a casa de banho partilhada, evitando o contacto com outros coabitantes ou a partilha de objetos, medindo a temperatura duas vezes por dia. No caso de terem sintomas (febre (≥ 38.0ºC, tosse ou dificuldade respiratória), devem contactar a Linha SNS24 (808 24 24 24) ou outra linha divulgada pela Unidade de Saúde, o ACES ou a ARS Norte.

Caso tenham tido apenas contacto ocasional, ou seja, se permaneceram num ambiente fechado com uma pessoa com diagnóstico por COVID-19 até 15 minutos e a uma distância superior a dois metros, deverão ficar em vigilância passiva, ou seja, com vigilância diária de sintomas pelo próprio, durante 14 dias, desde a data do último contacto com estas pessoas, mas podendo fazer a vida normalmente.

Como a transmissão desta doença é feita por gotículas libertadas ao tossir ou ao espirrar, ou pela contaminação das mãos que são depois levadas ao rosto (nariz, olhos, boca), há várias medidas que podem reduzir o risco de contágio. Por um lado, devem seguir escrupulosamente as recomendações de higiene das mãos dadas à população geral, como lavagem frequente das mãos durante 20 segundos com água e sabão e higiene das superfícies em que toquem frequentemente, assim como evitar levar as mãos à cara (olhos, nariz boca), de forma a minimizar o risco de contágio. Devem ainda manter distanciamento físico de pelo menos 1 metro de outras pessoas, ou de 2 metros de distância, caso a pessoa tenha sintomas respiratórios ou seja de um grupo de risco, e evitar contactos sociais que não sejam estritamente necessários. 
 
Podem falar com a medicina do trabalho para avaliar o risco no vosso local de trabalho e poderão ainda contactar a Unidade de Saúde Pública e o delegado de saúde para compreender como proceder nesta situação.

Últimas questões

Fórum

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atribuiu o nome de COVID-19 à doença provocada por um novo coronavírus. Este vírus, responsável por infeções respiratórias graves, foi identificado em humanos, em 7 de janeiro de 2020, na sequência de um surto de pneumonia reconhecido, em dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei. Entretanto, foram diagnosticados milhares de casos na China e igualmente confirmados casos de COVID-19 em todos os continentes e declarada em 30 de janeiro de 2020 o estado de emergência de saúde pública de âmbito internacional.

Tendo em conta a atualidade, a dispersão dos casos e a necessidade de esclarecimento continuado sobre as caraterísticas deste problema de saúde pública, o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) abre este fórum para incentivar os cidadãos a colocarem as suas dúvidas sobre questões relacionadas com a COVID-19.

Neste espaço, sujeito a moderação, todos são convidados a colocarem as suas dúvidas, as quais serão respondidas por investigadores do ISPUP, em colaboração com a Unidade de Doenças Emergentes do Serviço de Doenças Infeciosas do Centro Hospitalar Universitário de São João.

Informamos que as respostas às questões colocadas são dadas, de acordo com a evidência científica disponível, até à data.

Pedimos, por favor, que verifique no fórum, e neste conjunto de Perguntas Frequentes (FAQs), se a resposta à sua questão já foi respondida. Basta clicar no tópico, para ter acesso ao documento com as questões. 

- O Vírus e a Doença

- Como se pode transmitir? Quem poderá estar doente?

- Como nos podemos proteger?

- Estou em risco?

- Como manter a minha saúde mental?

- Qual a resposta do SNS?

- Funerais, animais, viagens e encomendas

- Mitos e Notícias falsas

Tenha em consideração que, devido ao elevado número de questões que estamos a receber, daremos prioridade de resposta a perguntas que ainda não estão repetidas no fórum. Caso necessite de algum esclarecimento adicional, por considerar que alguma resposta não está compreensível, pode entrar em contacto connosco, através do e-mail: [email protected]

Consulte a Política de Privacidade do Fórum COVID-19 do ISPUP, AQUI

Se quiser ajudar a Ciência no contexto da pandemia de COVID-19, dedique cerca de 5 a 10 minutos do seu dia, para participar no estudo "Diários de uma pandemia". O estudo, desenvolvido pelo ISPUP e pelo INESC TEC, em parceria com o jornal Público, convida os cidadãos a responderem diariamente a um conjunto de perguntas, que ajudarão a compreender a evolução da vida dos Portugueses, ao longo da pandemia de COVID-19. Participe, AQUI